O Google amplia testes do recurso 'Call for Me' para chamadas a contatos pessoais. Indícios no app Telefone mostram que a IA pode usar o número e a rede móvel do aparelho para conduzir a conversa.
O Google prepara uma expansão do recurso “Call for Me” que poderá permitir ao Gemini ligar para contatos pessoais e conduzir conversas em nome do usuário. Indícios encontrados no aplicativo Telefone sugerem que a inteligência artificial poderá utilizar o número e a rede móvel do próprio aparelho para realizar a tarefa, o que vai além da forma como a função tem sido testada até agora.
A novidade ampliaria uma função já disponível em testes nos Estados Unidos, atualmente limitada a chamadas para empresas. O objetivo consiste em delegar telefonemas completos ao assistente, enquanto o usuário acompanha a transcrição ou recupera o controle da conversa quando necessário. Essa combinação mantém o usuário no fluxo da chamada sem exigir que ele fale diretamente, permitindo intervenções manuais a qualquer momento.
O “Call for Me” estreou como uma ferramenta para resolver tarefas cotidianas, como verificar produtos em estoque, reservar mesas, solicitar orçamentos e remarcar compromissos. Durante a ligação, o Gemini pode navegar por menus automatizados, aguardar atendimento e conversar com uma pessoa. Com a expansão apontada pelos indícios, essas capacidades poderão ser aplicadas também a chamadas para contatos pessoais, não apenas para empresas.
Quando se diz que a IA poderá usar o número e a rede móvel do aparelho, isso significa que as chamadas seriam originadas pelo próprio celular do usuário, aparecendo como chamadas normais para quem recebe. Tecnicamente, isso contrasta com soluções que fazem ligações a partir de servidores remotos usando números virtuais ou linhas intermediárias. O uso da rede móvel do próprio aparelho pode trazer implicações práticas em relação a cobrança de minutos, consumo de dados e exigência de sinal, além de afetar como as chamadas aparecem no histórico do telefone.
Em termos de experiência, a proposta vai manter o usuário informado por meio de transcrições em tempo real e controles para retomar a chamada. Essa dinâmica busca equilibrar autonomia do assistente com supervisão humana, permitindo que o usuário aproveite automação sem perder a opção de intervir. Ainda não há confirmação de cronograma público para a liberação ampla desse recurso além dos testes atualmente em andamento.
As mudanças também levantam questões sobre privacidade, segurança e consentimento, já que conversar em nome de alguém envolve dados pessoais e acesso a contatos. Até que o recurso seja lançado de forma oficial e detalhada, caberá acompanhar as informações sobre como serão gerenciadas permissões, gravações e descarte de dados.