Jonh Ternus, novo CEO da Apple, afirmou que a crise global de chips reduziu a oferta de DRAM e abriu espaço para considerar fornecedores chineses. A medida visa garantir suprimento para iPhones e Macs.
A Apple não desistiu da ideia de usar memórias RAM produzidas por empresas chinesas em iPhones e Macs. A informação foi confirmada por Jonh Ternus, novo CEO da gigante de Cupertino.
Segundo o executivo, a atual crise de chips tem diminuído a oferta de memórias DRAM, o que abriu espaço para avaliar fornecedores alternativos. DRAM (Dynamic Random-Access Memory) é o tipo de memória volátil usado para armazenar dados temporários enquanto o sistema está em operação — é essencial para o desempenho de smartphones e computadores.
Por causa dessa redução na oferta, Ternus apontou que talvez a opção mais viável seja incorporar os chips da CXMT ao catálogo dos produtos da Apple. CXMT é citada como uma fabricante chinesa de memórias DRAM; a possibilidade indica uma mudança na cadeia de fornecimento que vinha sendo dominada por players de outros países.
Essa movimentação, caso ocorra, tem implicações práticas e técnicas. No plano industrial, pode ajudar a mitigar gargalos de produção e reduzir riscos de falta de componentes para linhas de iPhone e Mac. Em termos de engenharia, a integração de módulos de memória exige certificações, testes de compatibilidade e ajustes no processo de produção para garantir que desempenho, consumo de energia e confiabilidade sigam os padrões da Apple.
Do ponto de vista do mercado, a entrada de um novo fornecedor no ecossistema da Apple pode afetar preços e negociar maior diversidade de fontes. Para usuários, porém, o impacto direto costuma aparecer de forma indireta — estabilidade de estoque, possíveis mudanças em cronogramas de lançamento e manutenção do nível de desempenho dos dispositivos.
Ainda que a declaração tenha sido feita de forma direta, a possibilidade segue condicionada a avaliações técnicas, conformidades regulatórias e acordos comerciais. A própria formulação usada por Ternus indica que se trata de uma alternativa considerada diante do cenário de oferta de DRAM, não de uma mudança já concluída.
No fim das contas, a discussão sobre usar RAM chinesa em produtos da Apple vai acompanhar duas frentes: a capacidade das fabricantes atenderem aos requisitos técnicos e a avaliação da Apple sobre riscos e benefícios comerciais. O desfecho dependerá dos testes, certificações e decisões que virão conforme a crise de chips evoluir.