Zen 6 da AMD vaza em testes e traz pistas do Steam Deck 2

Rafael Ramos
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Uma amostra de engenharia da AMD apareceu em bancos de teste com seis núcleos, 12 threads e 24 GB de RAM LPDDR5. Analistas dizem que o componente, possivelmente da família Gainsborough, é candidato ao Steam Deck 2.

Um chip misterioso da AMD surgiu em registros de testes de desempenho e levantou suspeitas sobre o futuro dos consoles portáteis. Segundo análises preliminares, o componente tem grandes chances de integrar a nova família Gainsborough da fabricante, que é vista nos bastidores como uma das principais candidatas para equipar a próxima geração do Steam Deck.

A amostra de engenharia revela um salto de hardware bastante agressivo. O processador conta com seis núcleos e doze threads, trabalhando em conjunto com 24 GB de memória RAM LPDDR5 de alta velocidade. O sistema utiliza quatro pacotes de memória de 6 GB da marca SK Hynix, o que garante uma taxa de transferência de 9.600 MT/s — um avanço considerável frente ao Steam Deck atual, que oferece 16 GB a 6.400 MT/s e usa um chip mais modesto de quatro núcleos baseado na arquitetura Zen 2.

Os dados extraídos do teste também oferecem pistas sobre a base de construção desse novo processador: o código de revisão do componente corresponde ao modelo DCh da família 1Ah da AMD. Mudanças recentes nos arquivos do sistema Linux indicam que essa numeração pertence à faixa reservada para os processadores Zen 6, reforçando a tese de que a linha Gainsborough já vai adotar a próxima geração de arquitetura da empresa.

Ainda não há confirmação sobre se os núcleos serão da variante Zen 6 padrão ou da Zen 6C. A Zen 6C é entendida como uma variante de maior densidade, otimizada para colocar mais núcleos por área e melhorar eficiência energética em designs compactos — características que fazem sentido para consoles portáteis, onde espaço e consumo são críticos.

Se a família Gainsborough realmente trouxer um chip com essas especificações, o impacto sobre o mercado portátil pode ser grande: mais núcleos, memória LPDDR5 mais rápida e maior largura de banda ajudam não só em desempenho bruto, mas também em eficiência térmica e em experiências de jogos mais complexas. Por enquanto, porém, trata-se de um indício técnico e ainda falta confirmação oficial sobre o uso desse silício em um produto comercial, bem como detalhes finais de arquitetura, frequência e consumo.

Em resumo, os registros de benchmark mostram um componente promissor que aponta para um salto geracional significativo em relação ao Steam Deck atual. Resta aguardar confirmação oficial da AMD ou do fabricante do portátil sobre se essa amostra de engenharia vai se transformar no chip final da próxima geração.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.