Tite Kubo admite influência de Bleach em Demon Slayer e Jujutsu Kaisen

Rafael Ramos
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Kubo reconheceu paralelos entre capitães da Gotei 13 e Hashira, e entre Bankai e conceitos de Jujutsu Kaisen. Disse ver as comparações dos fãs, sem afirmar influências diretas.

Tite Kubo afirmou que Bleach influenciou diretamente obras como Demon Slayer e Jujutsu Kaisen. O criador da franquia comentou as comparações frequentes entre os capitães da Gotei 13 e os Hashira, além de possíveis semelhanças entre o Bankai e conceitos usados em Jujutsu Kaisen.

A declaração de Kubo chegou em entrevista, em que ele falou sobre a recepção e as comparações que surgiram entre sua obra e essas séries posteriores. Ele reconheceu a presença de paralelos que fãs e observadores costumavam apontar, sem transformar o comentário em uma lista definitiva de influências diretas de elementos específicos.

Para entender por que as semelhanças eram notadas, vale explicar rápido alguns termos: em Bleach, a Gotei 13 é a estrutura militar formada por capitães e tenentes que protegem o mundo espiritual; o Bankai é a forma avançada da Zanpakutō, uma transformação poderosa que altera a arma e as habilidades do usuário. Em Demon Slayer (Kimetsu no Yaiba), os Hashira são os pilares da organização que luta contra demônios e têm posições de destaque semelhantes às dos capitães. Em Jujutsu Kaisen, a obra tem seu próprio sistema de poderes centrado em técnicas amaldiçoadas e mecânicas únicas.

Fãs e críticos haviam apontado elementos estéticos e estruturais que lembravam Bleach — hierarquias de combatentes, poses marcantes e cenas de confronto com foco em espadas ou armas especiais, por exemplo. Kubo comentou essas comparações no contexto de conversas sobre influência entre autores de mangá e anime, ressaltando a dinâmica natural entre gerações de criadores: obras mais antigas costumavam deixar marcas nas novas, seja de forma consciente ou inconsciente.

Além disso, a menção às possíveis semelhanças entre o Bankai e conceitos de Jujutsu Kaisen trouxe atenção para como diferentes séries tratam a evolução de poderes: enquanto o Bankai funciona como uma liberação final da arma do shinigami, em Jujutsu Kaisen as técnicas e expansões de domínio têm lógica própria, com regras e limitações distintas. A comparação serviu mais para destacar paralelos de narrativa e visual do que para afirmar equivalência técnica entre sistemas de poder.

O reconhecimento público de Kubo sobre essas influências reforçou um ponto recorrente no meio: o mangá e o anime são campos onde referências e diálogos criativos entre autores são comuns. A fala dele acabou movimentando discussões entre leitores sobre como as grandes franquias se corresponderam ao longo dos anos.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.