Em entrevista de 6 de setembro de 2026, Toshio Suzuki disse que o estúdio preferiu não reagir publicamente às imagens de IA. Segundo ele, responder poderia amplificar o fenômeno, que consideram passageiro.
O Studio Ghibli decidiu não reagir publicamente à onda de imagens geradas por inteligência artificial que imitavam sua estética porque acreditava que o interesse do público desapareceria rapidamente. A avaliação foi feita por Toshio Suzuki, produtor e cofundador do estúdio, em entrevista publicada no dia 6 de setembro de 2026.
Segundo a explicação dada por Toshio Suzuki, o estúdio optou por não entrar em confronto direto com a difusão dessas imagens. A decisão foi baseada na convicção de que o fenômeno teria vida curta na internet e que uma resposta oficial poderia amplificar ainda mais a atenção sobre criações que tentavam reproduzir o traço e a atmosfera associados à obra de Hayao Miyazaki.
O ponto central da declaração atribuída ao estúdio foi a ideia de que a inteligência artificial não conseguiria realmente copiar Miyazaki. Essa posição reafirmou a percepção do estúdio sobre as limitações das ferramentas automáticas quando o assunto é reproduzir não só um estilo gráfico, mas também o que muitos descrevem como a sensibilidade humana por trás dos filmes e personagens.
O episódio voltou a colocar em foco o debate sobre IA e criatividade: de um lado, gerações de imagens que circulam rápido e com baixo custo; do outro, a defesa de processos artesanais e autorais que forjaram a identidade do estúdio nas últimas décadas. A postura do Ghibli, conforme exposta por Toshio Suzuki, foi de evitar alimentar a onda de conteúdo replicante e apostar na tendência de que o interesse público diminuiria por si só.
Para além da posição estratégica, a declaração reacendeu discussões sobre direitos autorais, respeito ao trabalho autoral e a diferença entre homenagem e cópia. Ainda que o estúdio tenha escolhido não agir publicamente naquele momento, a fala serviu para lembrar que há questões técnicas e culturais por trás da crítica a imagens geradas por IA — desde a forma como as redes amplificam conteúdos até a dificuldade de traduzir intencionalidade e narrativa complexa em algoritmos.
O tema deve continuar aparecendo nas conversas sobre cultura visual e tecnologia enquanto ferramentas de geração automática evoluírem e novas criações surgirem. A posição do Studio Ghibli, conforme expressa por Toshio Suzuki em 6 de setembro de 2026, entrou nesse debate como uma defesa do valor humano na criação artística.
