No teste do canal Carros com Tiago, um BYD Dolphin Mini rodou ~7 km após o painel marcar 0% e só parou perto de 306 km com duas pessoas e ar ligado. O caso mostra que 0% indica estimativa esgotada, não parada imediata.
Um BYD Dolphin Mini continuou rodando por cerca de sete quilômetros depois que o painel indicou 0% de bateria durante um teste de autonomia feito pelo canal Carros com Tiago. O veículo só parou completamente após percorrer quase 306 quilômetros, com duas pessoas a bordo e o ar-condicionado ligado.
O teste chamou atenção porque, na prática, o indicador de 0% no painel não significou parada imediata. Muitos veículos elétricos exibem 0% como sinal de que a estimativa de autonomia se esgotou, mas ainda mantêm uma reserva energética para proteger a bateria e garantir que o motorista consiga alcançar um ponto de recarga — embora o comportamento exato varie conforme o fabricante e o modelo.
No caso mostrado, o Dolphin Mini seguiu rodando por aproximadamente sete quilômetros após o painel marcar 0%, até que finalmente estacionou após atingir quase 306 km no hodômetro do teste. As condições do ensaio incluíram duas pessoas a bordo e o uso do ar-condicionado, fatores que aumentam o consumo de energia em qualquer veículo elétrico.
É importante esclarecer que o mostrador de bateria em carros elétricos costuma refletir uma estimativa baseada em uso recente e em algoritmos do sistema de gerenciamento da bateria. Quando chega a 0%, alguns fabricantes ainda preservam uma margem de segurança na bateria para evitar descarga profunda — uma condição que pode reduzir a vida útil do pack ou causar danos elétricos. Essa margem não é indicada no painel como porcentagem acessível ao motorista, justamente para incentivar a recarga antes que o nível chegue a valores críticos.
Para quem dirige um elétrico, a lição prática do teste é evitar confiar apenas no último traço do indicador. Planejar paradas para recarga e considerar fatores como ar-condicionado, carga de passageiros e padrão de condução ajuda a evitar ficar no fim da autonomia. Além disso, a regeneração de energia em desacelerações pode estender ligeiramente o alcance em condições favoráveis, mas não deve ser contada como substituta de uma tomada ou ponto de recarga disponível.
O vídeo com a experiência foi publicado pelo canal responsável pelo teste. Quem usa veículos elétricos ou pensa em migrar para um modelo como o BYD Dolphin Mini deve levar em conta que indicadores e reservas variam entre fabricantes; por isso, cuidar do planejamento de recarga é a forma mais segura de evitar ficar parado na estrada.
Em suma, o caso mostrou que 0% no painel não é necessariamente o fim imediato — mas também que depender dessa margem extra é arriscado. O conselho prático permanece: carregue antes de chegar ao limite indicado e, quando possível, recarregue em pontos que ofereçam folga para imprevistos.
