AirPods 5 ficam mais fáceis de consertar, mas estojo ainda é pesadelo

Rafael Ramos
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Desmontagem revela avanço na reparabilidade dos fones, que receberam nota 2 em 10 — melhor que gerações anteriores. Contatos em formato de garfo facilitaram a retirada das baterias, mas o estojo de recarga segue oferecendo dificuldades.

Uma desmontagem dos novos AirPods 5 mostrou que a reparabilidade dos fones avançou, mesmo que ainda esteja longe do ideal. Os fones receberam nota 2 de 10 no índice de facilidade de reparo — um progresso importante em relação à nota 0 registrada pelas gerações anteriores.

A mudança mais notável ocorreu no acesso ao interior dos próprios fones e às baterias. Os contatos em formato de garfo voltaram, como eram usados nos AirPods 3 e ausentes nos AirPods 4, o que facilitou a conexão das células. Com o fone aberto, os técnicos classificaram a desconexão e a remoção da bateria como tarefas bastante intuitivas quando se utilizam pinças apropriadas. Isso significa que, em teoria, a troca da bateria dentro do fone ficou menos complicada do que nas variantes anteriores.

O processo de abrir o plástico do fone também ficou menos trabalhoso. Na desmontagem, os especialistas usaram apenas um secador de cabelo para amolecer a cola e um alicate para segurar o fone durante a separação das partes — procedimentos relativamente simples para quem tem as ferramentas certas e alguma experiência em abrir eletrônicos selados. Esses passos reduziram a necessidade de cortes agressivos ou de ferramentas especiais, algo que pesava contra a reparabilidade das gerações anteriores.

Nem tudo, porém, melhorou: os lados esquerdo e direito continuam a usar baterias com polaridade invertida. Isso impede que a célula de energia de um lado seja trocada pela do outro — uma limitação prática que complica reparos rápidos usando peças sobressalentes de outra unidade. Em outras palavras, embora seja mais fácil acessar e remover as baterias, a troca entre lados não é plug-and-play devido à polaridade.

Além disso, o estojo de recarga não recebeu as mesmas melhorias e permaneceu como a parte mais problemática para reparadores e usuários que tentam consertá‑lo por conta própria. A desmontagem do estojo continuou sendo um processo mais complexo, com pontos de cola e componentes internos que dificultaram intervenções simples.

No conjunto, os AirPods 5 trouxeram avanços pontuais que tornam o reparo dos fones mais viável para quem tem ferramentas e habilidade, mas o estojo de recarga seguiu como o maior desafio para quem busca reparos independentes.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.