Adata prevê 10 anos de escassez de memórias e alta de preços

Rafael Ramos
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Simon Chen, presidente da Adata, diz ao Commercial Times que DRAM e NAND ficarão escassas por cerca de 10 anos devido à demanda por IA. Ele diz que a falta elevará preços e nega uma bolha da IA.

A demanda crescente por componentes de memória DRAM e NAND, essenciais para a infraestrutura da inteligência artificial generativa, tem gerado uma escassez significativa desses itens, resultando em um aumento desmedido de preços. Esta situação, conhecida como ‘RAMpocalipse’, deve persistir por pelo menos mais 10 anos, segundo Simon Chen, presidente da Adata.

Em uma entrevista ao jornal taiwanês Commercial Times, Chen abordou a queda acentuada das ações no setor e fez questão de desmistificar qualquer especulação sobre uma possível ‘bolha’ associada à IA. Ele enfatizou que a escassez de memórias continuará, pois a inteligência artificial está se infiltrando em todos os segmentos do mercado, o que intensificará ainda mais a demanda por esses componentes.

Chen argumentou que não apenas os data centers, mas também a criação de robôs, veículos autônomos, fábricas e lojas totalmente automatizadas, além de satélites, estarão em constante busca por DRAM e NAND. Essa realidade deve manter a pressão sobre a produção e os preços dos componentes por um longo período.

Apesar de grandes fabricantes de memória estarem aumentando a produção, Chen acredita que isso não será suficiente para mitigar a escassez. Ele citou experiências passadas em que a superprodução resultou em uma queda acentuada nos preços, levando essas empresas a adotarem uma abordagem mais cautelosa nesta fase de expansão.

O presidente da Adata também comentou que a China ainda não deve ter um impacto significativo no mercado de memórias, devido às dificuldades de acesso a equipamentos de fabricação e ao tempo necessário para a construção de novas fábricas.

Além disso, o relatório do Commercial Times trouxe previsões da Adata para o próximo trimestre, indicando que os preços das encomendas de DRAM devem aumentar entre 20% e 30%, enquanto os chips NAND podem ter um aumento de 35% a 40%. Chen não vê fundamento para especulações sobre um alívio na atual relação entre oferta e demanda, prevendo que os fabricantes continuarão a aumentar seus lucros no segundo semestre de 2026.

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Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.