Durante um comício na quarta (21), ele disse ter pedido ao CEO do Google, Sundar Pichai, para renomear o Oceano Atlântico. Segundo Trump, a empresa negou trocar o nome por 'Oceano Trump' ou 'Oceano da América'.
O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou durante um comício na última quarta-feira (21) que o Google recusou um pedido seu para alterar o nome do Oceano Atlântico. Pouco antes desse trecho do discurso, ele havia chamado o Google de “puxa-saco”; em seguida, comentou que a gigante de buscas não atendeu à solicitação feita ao CEO Sundar Pichai.
Segundo o relato feito pelo presidente no palanque, Trump pediu que o Google Maps mudasse a nomenclatura do Atlântico para “Oceano Trump” ou “Oceano da América”, mas recebeu uma negativa. A expectativa de que a empresa aceitasse a alteração vinha de mudanças recentes em serviços de mapas apontadas por ele como precedentes.
I called Google Maps to change the name of the Atlantic Ocean to Trump Ocean. Sundar said, “No, no, no. This time I’m not doing it.” He said, “Oceans are different, sir. They cover a lot of countries. Please don’t ask us to do that.” So we’ll probably pass. Let’s keep it the Atlantic Ocean.
No discurso, o presidente relacionou o pedido à adoção, em 2025, de uma ordem executiva que teria levado o Google Maps a exibir, para usuários nos Estados Unidos, o Golfo do México como “Golfo da América”. Ele também citou uma mudança ocorrida em agosto de 2026, quando o Lago Ontário passou a ser exibido como “Lake America” em alguns serviços de mapas.
O relato de Trump enfatizou que a negativa veio diretamente de Sundar Pichai, e incluiu a justificativa de que oceanos são diferentes por abrangerem muitos países — argumento que, segundo o próprio presidente, motivou a recusa. As falas foram apresentadas no contexto do comício e integraram uma sequência de comentários sobre como nomes e rótulos aparecem nos serviços online.
O episódio destaca um ponto de tensão entre solicitações presidenciais públicas e critérios adotados por plataformas de mapas em relação a nomes geográficos. Mudanças de nomenclatura em mapas digitais podem afetar a forma como usuários veem regiões e implicar decisões técnicas sobre bases de dados, padronizações e políticas de exibição regional. No discurso, Trump afirmou que, diante da recusa, a ideia de renomear o Atlântico deverá ser deixada de lado.
O tema segue como assunto de interesse público por envolver um líder do Executivo, um grande provedor de tecnologia e a representação de nomes geográficos em produtos usados por milhões de pessoas.