Xbox cria hub para transformar franquias em filmes, produtos e mais

Rafael Ramos
3 Min Read

A XP (de 'Experience Points') vai centralizar equipes para adaptar IPs de jogos em conteúdo audiovisual, licenças e ativação de marca. Kayleen Walters, que deixa a Mojang, assume a presidência para expandir marcas além dos games.

O Xbox criou a XP, uma nova divisão dedicada a expandir suas principais franquias para além dos videogames. A iniciativa será comandada por Kayleen Walters, que deixa a liderança da Mojang para assumir a presidência da nova divisão. XP é uma referência a “Experience Points” (pontos de experiência) e reunirá áreas que já existiam dentro da empresa.

A criação da XP indica uma movimentação estratégica para centralizar esforços de transição de propriedades intelectuais do universo dos jogos para outras mídias e produtos. A divisão deverá atuar como um hub para projetos que envolvam adaptações, licenciamento e criações que conectem estúdios, merchandising, parcerias e eventos — tudo orientado para fortalecer a presença dessas franquias fora dos consoles e PCs.

Ao reunir equipes que já estavam dispersas, a XP vai buscar uma coordenação mais direta entre desenvolvimento de conteúdo interativo e iniciativas em outras frentes, como produtos físicos, experiências presenciais e adaptações audiovisuais. A expectativa é que essa centralização acelere decisões sobre marcas, permita sinergias criativas e facilite negociações com parceiros externos.

Kayleen Walters, na nova posição de presidente, terá a responsabilidade de liderar essa integração entre as áreas. A notícia informa que ela deixará a liderança da Mojang para assumir o cargo na XP. Não há detalhes adicionais públicos sobre cronogramas, projetos específicos ou equipes envolvidas além do que já foi comunicado.

O nome XP, além de remeter ao conceito de pontos de experiência dos videogames, funciona como um posicionamento simbólico: trazer a experiência do jogador e da comunidade para o centro de um ecossistema mais amplo de produtos e serviços. Em prática, isso pode significar iniciativas que conectem narrativas, personagens e universos dos jogos a formatos como séries, filmes, colecionáveis, eventos temáticos e experiências imersivas.

Embora a informação divulgada seja econômica em detalhes, a criação da XP mostra uma tendência clara na indústria: grandes empresas de jogos estruturam frentes dedicadas a expandir suas propriedades intelectuais para múltiplas plataformas e modelos de negócio. Resta aguardar anúncios futuros com projetos concretos, parcerias e cronogramas que demonstrem como essa divisão vai operar no dia a dia.

Compartilhar
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.