Apple desenvolve câmera doméstica que só envia alertas ao celular

Rafael Ramos
3 Min Read

O projeto J450 tem formato cilíndrico de metal e lente com baixa taxa de quadros. Em vez de transmitir ou gravar vídeo, o aparelho analisa imagens e manda alertas em texto para o celular.

A Apple prepara uma câmera doméstica bem diferente do padrão atual: em vez de gravar vídeos ou transmitir imagens ao vivo, o aparelho apenas enviará alertas em texto para o celular. O projeto está em desenvolvimento sob o codinome J450 e foi detalhado pelo jornalista Mark Gurman em seu podcast Power On desta quinta-feira, 1º.

O dispositivo tem o formato de um cilindro de metal e lembra um tubo gigante de protetor labial. A lente foi descrita como operando com uma taxa de quadros muito baixa — ou seja, captura poucas imagens por segundo. Taxa de quadros baixa reduz a fluidez do vídeo e, nesse caso, serve para que a câmera não gere gravações contínuas, mas apenas avalie movimentações na área monitorada.

Segundo o apurado, o sistema usa inteligência artificial para analisar a movimentação de pessoas e animais. Há identificação por reconhecimento facial sempre que alguém entra em um cômodo ou sai pela porta da frente. Reconhecimento facial é a tecnologia que compara traços do rosto com padrões previamente cadastrados para tentar identificar uma pessoa; o texto original indica que essa identificação ocorrerá no fluxo de detecção de entradas e saídas.

A proposta da Apple é oferecer uma opção com forte apelo em privacidade para concorrer com câmeras de segurança tradicionais. A ideia é que, em vez de ter vídeos armazenados ou transmissões ao vivo que possam ser acessadas, o usuário receba notificações textuais sobre o que ocorreu — por exemplo, se foi detectada a passagem de uma pessoa ou um animal em um ambiente determinado.

Um ponto que ainda não foi esclarecido é onde ocorre o processamento dessas imagens usadas pela inteligência artificial: falta descobrir se esse processamento será feito no próprio hardware da câmera (processamento local, também chamado de edge computing) ou na nuvem (servidores remotos). O processamento local costuma aumentar a privacidade porque as imagens não saem do dispositivo; já o processamento na nuvem pode permitir modelos de IA mais pesados, mas envolve envio de dados para servidores externos.

O relato mantém a linha de a Apple buscar soluções que equilibrem funcionalidades de segurança com controles de privacidade. Não há, no material original, detalhes sobre preço, data de lançamento ou garantia de que o produto chegará ao mercado, apenas a descrição do conceito e dos elementos técnicos mencionados acima.

Compartilhar
Rafael Ramos é jornalista e gestor de comunicação com atuação em múltiplos portais de notícias em Sergipe. Apaixonado por política nacional e internacional, esportes e cultura, assina coberturas que unem rigor informativo e linguagem acessível ao leitor contemporâneo. À frente do R2 Media Group, dedica-se a levar informação de qualidade para o público sergipano e brasileiro.