A fabricante melhorou a estabilidade do processo SF2, atingindo quase 60% de peças funcionais na nova linha. A eficiência subiu de cerca de 30% em meados de 2025 para 55% em agosto, aproximando a empresa de atender maior demanda.
A Samsung avança na estabilidade de sua linha de produção de chips com tecnologia de 2 nm pelo processo conhecido como SF2, que alcançou uma taxa de sucesso de quase 60% na fabricação de peças funcionais. Com esse número, a empresa se aproxima do momento ideal para atender a uma demanda maior de clientes do mercado de semicondutores, segundo o material original.
No último ano, houve crescimento constante na taxa de produção: a eficiência era de cerca de 30% em meados de 2025 e subiu para perto de 50% em janeiro deste ano. Em agosto, chegou a 55%. Esses marcos mostram uma curva de melhoria que tem sido monitorada pela indústria porque reflete avanços na maturidade do processo produtivo.
O processo SF2 usa um padrão de transístores conhecido como GAA. GAA significa Gate-All-Around, uma arquitetura na qual o canal do transístor é cercado pelo gate em todas as direções. Essa abordagem oferece controle elétrico melhor sobre o canal do transístor, reduz perdas e permite escalar para nós menores, o que é crucial quando se trabalha em patamares como 2 nm. Em termos práticos: GAA é uma das técnicas que possibilita reduzir consumo de energia e aumentar desempenho em chips muito pequenos.
Na prática, o GAA foi empregado inicialmente no Exynos 2600, que é utilizado em algumas versões da linha Galaxy S26 e fabricado na unidade de Hwaseong, na Coreia do Sul. A adoção dessa família de transístores em produtos comerciais é um passo relevante porque mostra a transição da pesquisa para a fabricação em escala, ainda que a taxa de sucesso precise subir mais para que a produção em massa se torne mais ampla e econômica.
Alcançar quase 60% de peças funcionais indica que a linha SF2 está se aproximando de uma estabilidade comercialmente viável, mas também deixa claro que há espaço para melhorias de rendimento — ou seja, para aumentar a proporção de chips prontos e sem defeito por lote produzido. Rendimento maior costuma significar menor custo por unidade e maior capacidade de atender pedidos maiores do mercado.
Para consumidores e fabricantes de dispositivos, isso pode se traduzir em futuros produtos com chips mais eficientes e compactos, dependendo de quando a produção atingir os níveis necessários para suprir a demanda. Por enquanto, os passos apresentados refletem progresso técnico e uma trajetória de evolução na manufatura de semicondutores em nós avançados.